domingo, 15 de fevereiro de 2009

O Seco que eu conheço...

Eu conheci um garoto magro quando estudava na 5ª série. O primeiro adjetivo que me veio na cabeça para descrevê-lo foi: seco. No começo achei uma pessoa muito estranha (pior que ele ainda é estranho). Tornamo-nos amigos do nada ou talvez porque o destino assim quis. Somos amigos de tal maneira que conseguimos nos comunicar através de sinais feitos com o olhar, caretas, movimentos e sons. Somos inseparáveis. Brigamos, brincamos, sorrimos a torto e a direito quando estamos juntos ou longe. É maravilhoso quando uma amizade caminha assim. Se tiver obstáculos, superamos e depois achamos graça de tudo. Passaria horas e horas aqui contando sobre tudo o que já fizemos juntos. Coisas das quais ficaram para sempre em nossa memória. Quando estudávamos a bibliotecária nos apelidou de "A corda e a Caçamba". Eu vivo tirando sarro dele e ele tirando de mim. Um rir quando o outro que se deu mal e, as vezes, esquece de comemorar quando o outro se sai bem em algo. As vezes que discutimos feio foram tão poucas e só duraram algumas horas. Logo já estávamos numa boa. Quando estamos jogando basketball eu sempre estou querendo superar ele e ele tentando me superar. Eu me saio melhor em fazer bandejas e ele em cestas de três pontos. Isso faz com que um fique o tempo todo se gabando do outro nos treinos. Amo de coração esse seco e sei que ele também me ama, talvez até mais do que eu amo ele, mas NUNCA admitiria isso. Assim como eu também não admito. Apenas eu o conheço verdadeiramente. Só eu percebo quando ele está falando sem usar palavras. E só ele sabe até que ponto pode tirar brincadeiras comigo e tirar sarro. Sabe quando eu não to bem e também ficar do meu lado sem falar nada o tempo que for necessário. Mas quando ele se cansa tem mania de segurar meu ombro e me balançar para um lado e para o outro dizendo "aaahhhh!". Marcio, meu amigão (porque ele tem 1,74m de altura).

“Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só”. (Amir Klink)

Ao som de The Fray.

Nenhum comentário:

Postar um comentário